[br] a outra metade

4–6 minutos

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“For all that was said
Of where we’d end up at the end of it
When the heart would cease, ours never knew peace
What good would it be on the far side of things?”

“Francesca” by Hozier

Eu decidi publicar esse site em alguma rede minha. Não sei onde seria, não queria que fosse no instagram principal. Acho que não importa a essa altura. Quem não vai ler já não vai ler. Mas me sinto mais completo agora que as gravações do primeiro dia de set do meu filme foram terminadas, e soltar esse site em algum lugar me parece uma boa ideia. No entanto, se falarmos sobre se sentir completo, algumas coisas precisam ser esclarecidas para que a mensagem através desse telefone sem fio não seja mal entendida.

Na página About do site, eu menciono que o nome e a razão do site existir estão apenas parcialmente explicados nos posts que eram pra serem explicativos sobre eles. Vamos começar pelo nome.

Eu preferi explicar o conceito geral da ideia do Ladrão, já que ela se repetiu em um filme, o título de um site e em uma música. A história veio do dia que eu fui acusado da indireta que mencionei no outro post. Eu descrevi o quão mal eu estava, mas algo que eu preciso repetir sobre o post é que às vezes parece que quanto mais algo me deixa inquieto, mais faz sentido pra mim procurar a quietude através de alguma escrita. Talvez seja por isso que eu tente escrever bonitinho quando eu estou me sentindo numa conversa delicada, também. Não é pra me amostrar, eu adoro escrever todo bobaião. Mas essas coisas fazem sentido pra mim quando estou mal, e escrever uma música é um dos meus instintos mais imediatos quando algo me deprime. Então, momentos antes de escrever o textão que enviei à ela e os áudios que havia gravado em um outro momento, eu escrevi uma música. Ela começava com uma frase que resume tudo isso muito bem: “What other hands does a thief have?”. A música era extremamente negativa, pois eu me sentia de um extremo negativo. Eu escrevi muitas, várias músicas sobre o que eu senti durante esse tempo. Um dia espero que elas vejam a luz do dia, a música Thief inclusa nisso, claro.

Eu adotei esse termo à mim de verdade, no entanto, quando houve um trabalho de direção de arte esse semestre. O professor pediu um roteiro para gravarmos. Eu me juntei a um amigo. Íriamos escrever algo juntos e ia ser ótimo e profundo e tal. Mas eu não conseguia tirar ela da cabeça, porque tudo isso tinha acabado de acontecer. Então, eu falei pra ele que eu pensava em escrever um roteiro sobre ela (ou melhor, sobre isso). Ele me permitiu escrever esse roteiro sozinho, por saber ser algo tão pessoal. Posso explicar melhor sobre o filme em uma outra hora, quando estivermos mais perto do seu lançamento. Ele transforma o significado do nome O Ladrão para seu próprio sentido. Se tudo der certo, ele sairá algo muito bonito.

E o site… Bem, o nome coube como uma luva. Esse pseudônimo era a única possibilidade de nome já que eu sabia que ia escrever sobre ela durante um bom tempo (frisando, novamente, que haverão outros textos sobre outras pessoas no futuro). Pra ser sincero, é bem tarde hoje, e eu não lembro por que eu coloquei que a explicação pra existência do site estivesse incompleta. É um lugar para eu colocar tudo o que eu escrevo. Textos, histórias, roteiros, músicas…

Mas tentando achar esse motivo, eu reli o post original e eu percebi algo nele. Ele parece ser um pouco mais agressivo do que eu queria ser. Ele foi escrito em uma época que eu estava começando a perceber o dano que aquela situação me causou, e eu não estava muito positivo. Existem versões daquele texto bem mais odiosas. Eu apaguei algumas coisas com o tempo, mas tentei manter algum desconforto e inquietude intactos no texto porque quero que seja genuíno. Eu não odeio ela, mas havia um tempo em que eu não tinha como me lembrar positivamente do que não tivemos. Isso não é mais verdade. Talvez eu tenha tentando fazer dessa forma pra ver se eu conseguia esquecer ela com mais facilidade. Eu estava conseguindo. E aí eu sonhei com ela. Foi muito bom, eu estava conversando com ela e ela era parte da minha vida de novo. Era tão confortável pra mim, parecia tão certo. E eu acordei e o gosto mais amargo morreu na minha boca. Eu percebi que o amor não tinha ido pra lugar nenhum, ainda. Eu estava querendo apressar o luto do coração. Isso nunca se faz. Mas o carinho à ela voltou. Mesmo que o dela à mim morra, mesmo que ela me machuque mais de alguma forma. Ela pagava sua eterna dívida comigo todos os dias em toda conversa, a dívida de me fazer me apaixonar por alguém impossível assim. Quando a dívida era paga, você se esquecia que se machucava. Isso era ruim, eu sei. Por isso decidi não estar mais perto dela. Mas ela não fazia aquilo por mal. Ela fazia aquilo porque era uma linda pessoa por dentro. Isso é o que lindas pessoas fazem. Espero poder achar essa beleza em qualquer outro grão que compõe esse mundo. Espero que ela seja feliz, também. Ela sempre teve um sorriso lindo.

“If someone asked me at the end
I’d tell them, “Put me back in it”
I would do it again
If I could hold you for a minute
I’d go through it again

(…)
I would not change it each time
Heaven is not fit to house a love like you and I”

“Francesca” by Hozier

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