Fui me encontrar com meus amigos da faculdade acerca da revista. Recebemos uma proposta de atrelar a revista à faculdade. Não é uma má ideia. A ideia era rolar uma reunião hoje com um representante da instituição para conversarmos sobre isso, mas não havia ninguém lá. Meus amigos, então, puxaram um almoço (chinês de lei) e uma pós para assistir o jogo do Mundial do Fluminense contra a Inter, além de jogar um Fifa na casa de um amigo. Um amigo meu estava muito contente, e eu demorei pra perceber o porquê. Acontece que para eles aquele foi oficialmente o último dia de aula. Eles se encontraram naquele dia para fazer uma prova de uma matéria em EAD que eu não tinha, e quando eles passaram eles se consideraram formados. Acontece que desde a entrega da revista como meu projeto final (o que substitui o TCC no meu curso) eu não havia posto os pés na faculdade. Eu não me sentia bem. A última semana antes da entrega foi infernal e toda a tensão que acompanhou o trajeto, até depois da entrega, a incerteza do projeto ter sido aprovado ou não… Eu quis me ausentar do mundo de formas cada vez mais intensas, para não ser encontrado nem por mim mesmo no rastro de meu socorro. Meu corpo e minhas palavras eram cansadas, derrotistas para alguém tão otimista quanto eu. Eu não sei, eu acho que ainda não me recuperei desse desconforto. Sinto que ainda não voltei para o mundo real, após sair de um buraco que me enfiei por meses para pôr esse projeto em prática. Não conversava com quase ninguém, me isolei de muitos amigos; me afundei cada vez mais com o tempo, e a superfície está longe demais, não sei como chegar até ela. Vê-los hoje foi bom, mas não senti que os dei o amor que acho que eles merecem. Sinto que fui uma presença ausente, como sei que sou às vezes. Mas eles gostaram de me ver. Eu gostei de vê-los. Com o tempo, eu voltarei para a Terra e seguirei meu rumo, não mais assombrado pelo ciclo já encerrado dessa faculdade.
Quando estávamos prestes a nos despedir, eu percebi que a feira de livros/CDs/DVDs do Largo do Machado estava de pé ainda. Pedi um tempo pros meus amigos e fui procurar alguma coisa. Havia sonhado que comprava algo numa feira parecida, então senti que precisava estar lá. Não achei nenhum DVD ou livro bons, mas uma garota estava procurando CDs do meu lado, então eu quis procurar CDs com ela, também. Não nos conhecíamos, mas após um tempo, ela chegou em mim e disse “esse aqui é bom demais! só não compro porque já tenho!” enquanto me mostrava o CD da Lauryn Hill que ela achou. Eu fiquei extremamente bobo, até porque eu adoro Lauryn Hill e não tinha visto aquele CD ali, mas percebi que ela também estava um pouco boba falando comigo, o que me fez me sentir mais confortável. Ela me ofereceu o CD e conversamos um pouco. Eu peguei dois CDs da Marisa Monte, havia uma promoção de 3 CDs por 5 reais. Obrigado, garota da Lauryn Hill. Você me deu um ótimo achado, e certamente iluminou brevemente meu dia. Em anexo, foto dos achados + uma sacola com duas esfihas de queijo do Árabe que ficaram de penetra na foto. Ótimo dia.

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